sexta-feira, 24 de abril de 2015

24 DE ABRIL

24 DE ABRIL FOI A VÉSPERA DE ACONTECIMENTOS
MUITO MARCANTES PARA O OUTRO POVO QUE NÃO O PORTUGUÊS.

 
 
 
"O livro Os Grandes Ditadores da História fala de vários dos mais importantes ou famosos autocratas da História que regeram os destinos das nações, dois dos quais estiveram envolvidos num dos genocídios mais «esquecidos» pela história. O genocido do povo Arménio. O dia que simboliza tal horror é a véspera do nosso dia da liberdade: dia 24 de abril.
Chamam-lhe o «primeiro genocídio do século XX». Um milhão e meio de mortos ou, no mínimo, 600 000. Precedido por três grandes massacres (1894, 1896, 1909). Um crime abominável, mas bem-sucedido: sobreviveram apenas resíduos de uma nação numerosa no Nordeste da atual Turquia.
O povo arménio é um dos mais antigos da Europa: foi mencionado por Heródoto durante o século V a.C.! Os seus reis lutaram contra as legiões de Nero. E a primeira nação cristã, desde 303 d.C., dez anos antes do Império Romano adoptar a fé de Cristo, graças a Constantino.  
Qual o motivo de tamanho horror? O governo do império que conquistou o povo arménio, convertendo-o numa minoria no seu próprio lar, decidiu criar uma sociedade homogénea, com uma só língua, uma só cultura e uma só religião, as da etnia dominante. "Algo similar às ações dos alemães e austríacos dos anos vindouros. Um deles é o injustamente esquecido Enver Paxá, cabeça do triunvirato responsável pelos massacres; outro é Mustafá Kemal, um dos “heróis” da História, que negou o crime e teve vários dos assassinos como colaboradores (se lhe obedecessem, é claro).
Todos os governos da Turquia negaram o genocídio, protestando violentamente sempre que um Estado o reconhece. Tal como a extrema-direita turca (laica) e os fundamentalistas islâmicos, acusando os arménios de serem os verdadeiros genocidas. Recentemente, o Papa Francisco foi acusado de ser um “cruzado”, por mencionar tal atrocidade sem eufemismos. Vários turcos culpam uma “conspiração estrangeira” contra a sua “grandiosa” nação, chamando mesmo de “racistas” àqueles que denunciam o extermínio de uma minoria étnica. Os turcos mais honestos calam-se: é crime na Turquia acreditar no genocídio arménio. Imagine o leitor ocorresse o mesmo nos Estados Unidos e na Alemanha quanto aos índios e aos judeus.
A verdade deve ser conhecida para melhor expor e refutar os «esquecimentos», pois quem nega o passado ou o relembra de maneira tendenciosa, irá repeti-lo. Foi o caso de Hitler, quando iniciou a Segunda Guerra Mundial: «Quem é que se lembra do massacre dos arménios? A História só se lembra dos vencedores!»."
Pedro Rabaçal
 
Mais informações sobre o livro Os Grandes Ditadores da História: http://marcador.com.pt/os-grandes-ditadores-da-historia.html