terça-feira, 15 de julho de 2014

O Deserto dos Tártaros


A OBRA-PRIMA DA LITERATURA UNIVERSAL


«Um dos 100 livros do século»

Le monde
 
TRADUÇÃO DE NUNO CAMARNEIRO
 
Um livro que vive das ressonâncias que o ligam a alguns dos problemas mais profundos da existência: a segurança enquanto valor contraposto à liberdade, a resignação progressiva ante as oportunidades de realização e a frustração das esperanças de concretizar feitos extraordinários que mudem o sentido da vida.

Esta é a história de Giovanni Drogo, que é mobilizado para o Forte Bastiani, julgando ser essa a primeira etapa de uma carreira gloriosa. O ânimo do jovem militar é severamente abalado pela má impressão que tem ao chegar aquele reduto isolado. A espera pelo inimigo, que justifica a permanência do comando militar na região, transforma-se na espera por uma razão de viver, na renúncia à juventude e na mistura de fantasia com realidade. Militares apáticos vêem, aos poucos, os sonhos minados por uma rotina angustiante e alimentam a ilusão – ou o temor – de que um dia a batalha das suas vidas aconteça, quando o inimigo finalmente surgir no deserto.

«Convido-vos a seguir Drogo até á Fortaleza Bastiani, a esperar e a desesperar com ele, a aprender o tempo que passa e o que fica depois do fim.» - Nuno Camarneiro (Prémio Leya)